Corporativismo médico. Sim ou não?

DO FACEBOOK.

Na minha triste e dolorosa avaliação, podem entrar no Brasil médicos, advogados e engenheiros vindos de outros países. Aliás, outros profissionais também, porque não somos Portugal, que vetou durante muito tempo a possibilidade dos dentistas brasileiros trabalharem lá (e então estava a Grande Imprensa dizendo que o que Portugal fazia era um absurdo, mas parece que ninguém lembra disso) e Espanha, que na crise em que atravessa gostaria muito que houvesse uma América Latina para explorar e terminar com os chamados aborígenes. Aliás, muitos europeus e americanos tem ingressado no mercado brasileiro, especialmente nas áreas tecnológicas, naquelas não há mão-de-obra especializada, mas disso parece que também ninguém se dá conta…
Tudo isso me leva a crer que o grande problema é que o Governo Federal passou a se preocupar mais com o atendimento às populações mais carentes e deixou um pouco de lado um ícone de prestígio profissional, qual seja o sprit de corp da corporação médica. Se enganam os que não pensam nisso. Afinal, há gerações ser médico era ter uma garantia de vida boa, com acesso a todos os meios possíveis no sentido de manter um status, abrir aspas, digno fechar aspas da profissão eminentemente voltada à elite. Acho que, não só no fundo, mas na superfície, é isso que tanto incomoda quem tanto reclama.
De minha parte, podem ingressar no país os profissionais que quiserem, o que, para as associações de médicos significa uma quebra de reserva de mercado, mercado esse que eles tanto reclamam de modo geral. Parece que desejam, no fundo, manter um status que não tem mais, e que muitas vezes foi degradado pela própria atuação desastrada de quem deixou acumular filas, mandou pessoas em estado grave perambularem de um a outro hospital e muitas vezes negou auxílio e presença para aqueles que, infelizmente, não tem acesso aos cartões de crédito e ao banquete do consumo.
Agora, pergunto: qual a atuação do CFM (Conselho Federal de Medicina) e dos CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) quando houve denúncias graves envolvendo médicos? Na minha visão, não fez nadica de pitibiribas, mas agora tem uma atuação feroz, justamente como faria qualquer sindicato de trabalhadores.
A grande esperança, no caso, é a adesão pública e notória aos serviços médicos, ou seja, o reconhecimento que impulsiona manifestantes, mas isso não parece ser tão fácil. As famílias, mesmo as da classe média, tem certa dificuldade em posicionar-se a favor dos médicos, latu sensu, até porque pagam, dos seus bolsos, os valores muitas vezes extorsivos aos planos de saúde em razão do mau atendimento que teriam se tivessem de recorrer à rede pública. A medicina em Cuba, por outro lado, é reconhecida mundialmente.
É, parece que essa dorzinha de cabeça dos médicos vai terminar em uma tomografia cerebral. Mas será que existirão médicos para prestar atendimento?
HILTON BESNOS
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