Religiosos normais versus religiosos loucos

EXTRAÍDO DO BLOG TUDO NÃO É RELATIVO

http://tudonaoerelativo.blogspot.com.br/2011/10/religiosos-normais-versus-religiosos.html

Religiosos normais versus religiosos loucos

O crime

Nesta semana, o metalúrgico Hilton Moraes Escobar, de 40 anos, foi assassinado enquanto dormia a golpes de enxada, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. Notícia aqui. Imaginem a crueldade: você está dormindo, em sua cama, quando de repente pessoas invadem a sua casa e começam a dar golpes de enxada em você, até a sua morte. Hilton Moraes Escobar era pastor da assembléia de Deus.

A reação normal

Qual é a reação de uma pessoa normal, religiosa ou não, diante de um ato de barbaridade como esse?

Uma pessoa normal defenderia que os assassinos do pastor devem ser presos, julgados de acordo com o rigor da lei e devem pagar pelo seu crime.

A reação fanática

A reação exagerada, beirando ao fanatismo religioso, seria, diante da morte do pastor, exigir o estabelecimento de punições maiores para crimes semelhantes a esses, mas punições baseadas não no tipo de crime, mas no tipo de vítima. Ou seja, ao invés de exigirmos maiores punições para crimes covardes como assassinar alguém dormindo a golpes de enxada, uma mentalidade fanática e doente exigiria punições maiores para todo e qualquer crime praticado contra pastores e religiosos em geral, uma atitude que automaticamente tornaria os não-religiosos cidadãos de segunda classe.

Uma posição exagerada e fanática chegaria à loucura ditatorial de querer uma atitude “preventiva” contra crimes contra religiosos, estabelecendo penas severas até mesmo para quem criticar e xingar religiosos. Evidentemente, qualquer pessoa mentalmente sã consegue perceber que essa é uma atitude exagerada, que deve ser evitada e combatida a todo custo, para a manutenção da democracia, da paz social e mera sanidade da população.

Outras vítimas

Agora, reflitam: e quando ocorrem crimes cruéis como esse, tendo como vítimas, não pastores evangélicos, mas homossexuais ou travestis? Qual seria a reação de pessoas normais e qual seria a reação de pessoas fanáticas?

A reação normal seria exigir que os criminosos sejam presos, julgados e condenados de acordo com a lei. A reação exagerada e fanática seria, ao contrário, exigir uma punição maior, não pelo tipo de crime em si, mas pelo tipo de vítima. Ou seja, a reação de pessoas fanáticas é exigir que qualquer crime cometido contra homossexuais tenha uma punição mais severa unicamente pelo perfil da vítima e, pior ainda, que sejam punidas com cadeia também quaisquer pessoas que xinguem ou simplesmente critiquem homossexuais.

Pergunta: por que é que, hoje, no Brasil, todo mundo repudiaria uma reação exagerada e fanática ao assassinato cruel de um pastor, mas um monte de pessoas racionais, inteligentes, bem educadas e cheias com títulos universitários expressam o mesmo tipo de reação fanática, exagerada e irracional diante do assassinato cruel de um homossexual? O que é que explica esse fenômeno psicológico de fanatismo religioso por parte dos simpatizantes do movimento gay?

P.S.: Existe ainda um terceiro tipo de reação possível a assassinatos cruéis a sangue-frio, a saber, a reação esquerdista, que considera que, nestes casos, os assassinos são meras “vítimas indefesas da sociedade má”, enquanto o assassinado é o verdadeiro culpado, junto com a sociedade, pela ação dos bandidos. Curiosamente, essa reação esquerdista só vale quando a vítima do crime não é um esquerdista.

1 comentários:

Anônimo disse…

Fanáticos são aqueles que consideram que uma determinada categoria de pensamento ou de ideologia não somente é superior às demais categorias assemelhadas como também utiliza de todos os meios para reprimi-las e submetê-las às suas (deles, fanáticos) vontades.

Não basta ao fanático temerário, portanto, dizer-se melhor do que outros em situação assemelhada, mas deverá, ainda, dominá-los e torná-los submissos.

Os crimes, de modo geral, são atentados contra o ser humano, contra o patrimônio, contra, inclusive, convicções religiosas, sexuais, et caterva, independentemente de qualquer outro fato.

A lei penal não proíbe o crime, caso assim o fizesse seria um código moral, ou ético, ou religioso ou, ainda, mera ingenuidade; apenas explicita as circunstâncias que decorrem do ato de matar, havendo agravantes ou minorantes.

Por isso, o crime contra uma pessoa física independerá de qualquer outra circunstância, senão de sua humanidade e cidadania, bem como do regime político ao qual estiver a mesma submetida.

Para o fanático, contudo, isso não é suficiente. Ao pretender para si mais ou menos do que para os outros, pretende criar uma casta, uma sociedade na qual a desigualdade da lei é, das infâmias, a maior.

Parabéns ao articulista.

hILTON bESNOS, do BLOG DO BESNOS .

5 de dezembro de 2011 17:08
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s