O bom e o ruim

Eu sou daqueles que não acreditam na inexistência de boas notícias a serem divulgadas. No entanto, parece que ando, como sempre, na contramão. Sem dúvida, muito mais coisas ruins transbordam do que um mínimo de sanidade, bom senso e, por que não dizer, de humanidade. A exploração do que é pior é de tal modo constrangedor que nos coloca sempre em alerta, de modo tal que ver o Outro como um perigo iminente é totalmente plausível e, mais que isso, esperável.

Vivemos em uma época na qual o que nos dizem, e não subliminarmente, é que pessoas desconhecidas são perigosas, quase que naturalizando relações que poderiam se transformar em belezas na feiura da desconfiança mútua, da traição e da estupidez. Talvez possamos, então, nos divertir mais se ficássemos sós, comprando, comprando e comprando. Pela televisão, por exemplo (canais abertos, que são disponíveis à massa informe), devo ficar em casa, me alimento mal, tenho maus hábitos de saúde, leio pouco, e a violência deve me acompanhar vinte e quatro horas por dia. São estupros, escândalos, ameaças, corrupções, e mais todo o elenco de maldades de tal forma explicitadas e replicadas que, realmente, devo me mudar para uma ilha.

Mas mudar não tem muito sentido, de vez em quando. Talvez o belo e nobre cultivo das amizades seja uma boa alternativa. Estou tentando caminhar por aí.

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