Ergo conjugo vobis in matrimonium

O texto abaixo consta no livro Navegando, de Rubem Alves, Papirus Editora, Campinas, SP, 2000, pg 49.  na crônica “Por um casamento” e é uma preciosidade. O A. fala sobre a incompatibilidade entre compromisso e amor. Segue, ipsis literis.

HILTON BESNOS

“‘Ego conjugo vobis in matrimonium’, diz um velho com rosto de criança.

Para vós invoco os prazeres que voam nos ventos e as alegrias que moram nas core: beleza, harmonia, encantamento, magia, mistério, poesia: que essas potências divinas lhes façam companhia.

Que o sorriso de um seja, para o outro, festa, fartura, mel, peixe assado no fogo, coco maduro na praia, onda salgada do mar…

Que as palavras do outro sejam tecido branco, vestido transparente de alegria, a ser despido por sutil encantamento.

E que no final das contas e no começo dos contos, em nome do nome não-dito, bem-dito, em nome de todos os nomes ausentes e nostalgias presentes, de ágape e filia, amizade e amor, em nome do nome sagrado, do pão partido e do vinho bebido, sejam felizes os dois, hoje, amanhã e depois… “

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