Chatice

A CHATICE não seria o que é se não fosse agregada à inoportunidade. A maioria dos chatos são inoportunos, não tendo a mínima piedade dos que, eventual ou permanentemente lhe são próximos. Embora todos tenhamos nossos momentos de inoportunidade, os chatos elevam tais situações eventuais à categoria de arte, o que os tornam razoavelmente desagradáveis, tendendo a exibir seu indefectível umbigo como se fora a Capela Sistina. Encarceirados em seu ego, os mesmos podem nos levar ao desequilíbrio emocional, pois são, igualmente, invasivos. Para aqueles, os demais devem se comprazer, se conformar em ceder seus espaços e paciências a Sua Magestade, El Rey.

O chato, portanto, é narcisista e egóico. Como entende que o mundo é feito para si, e não o contrário, os aborrecedores de plantão adoram a submissão de terceiros, assim como sempre estão levantando argumentos que à poucos – senão a eles próprios – interessam; contam aí, claro! com a submissão de seus súditos, vitimados por tais intromissões. O que para os simples mortais é tomado como um ingente exercício de parcimônio e temperança urbana, é encarado pelo chato como uma prova de sua soberania.

E assim segue El Rey, pontilhando a sua passagem com um palavrório desmedido, desinteressante e invasivo do qual, infelizmente, somos todos, manu militari, vítimas…

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