La angústia de Casapueblo sin Carlos Páez Vilaró

G1 GLOBO NOTÍCIAS

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/02/morre-o-artista-plastico-uruguaio-carlos-paez-vilaro.html

24/02/2014 10h59 – Atualizado em 24/02/2014 15h52

Morre o artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró

Ele morreu aos 90 anos, em sua Casapueblo, de problemas no coração.
Pintor e escultor será velado em Montevidéu e enterrado na terça-feira.

O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró em Casapueblo, sua residência em Punta Ballena, em outubro de 2002 (Foto: AFP PHOTO/PANTA ASTIAZARÁN)

O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró em Casapueblo, sua residência em Punta Ballena, em outubro de 2002 (Foto: AFP PHOTO/PANTA ASTIAZARÁN)

O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró morreu nesta segunda-feira (24) aos 90 anos em sua casa de Punta Ballena, próximo ao balneário de Punta del Este, segundo sua secretária María Dezuliari informou à agência Efe. Ele era internacionalmente reconhecido por seus murais e pela incessante busca por seu filho desaparecido em um acidente aéreo na cordilheira dos Andes em 1972.

O pintor e escultor, que já havia operado várias vezes o coração, morreu em Casapueblo, edifício que construiu ao longo de décadas na confluência do Rio da Prata e do Oceano Atlântico e que tornou-se uma das principais atrações turísticas do país.

“Ele sofria de insuficiência cardíaca grave, seu coração estava muito ruim, tinha as átrios dilatados e lutou até o fim”, disse Dezuliari.

O corpo de Páez Vilaró será transferido nesta segunda a Montevidéu, onde será velado na Associação Geral de Autores do Uruguai, e será enterrado nesta terça-feira (25) em um local ainda a ser definido, de acordo com a Efe.

Influência africana
Ao longo da carreira, Vilaró dedicou-se sobretudo à representação da natureza e da comunidade afrodescendente sul-americana, depois de ter vivido vários anos na África.

O artista também é lembrado pela busca por seu filho após um acidente aéreo sofrido pela equipe de rugby do colégio Old Christians, no começo dos anos 1970, enquanto atravessavam a cordilheira dos Andes em direção ao Chile.

Após 72 dias perdidos nas montanhas, apenas 16 jovens dos 45 passageiros sobreviveram, entre eles seu filho.

Vilaró nasceu na capital uruguaia, Montevidéu, no dia 1º de novembro de 1923 e morreu em casa, também seu museu e ateliê, construída por ele mesmo em Punta Ballena e chamada Casapueblo, perto de Punta del Este.

Ele passou a juventude em Buenos Aires, onde foi aprendiz de tipógrafo, sua primeira experiência nas artes gráficas.

Mas na década de 1940 retornou a seu país e se dedicou à representação de tradições uruguaias, como o candombe e as comparsas, e dos escravos africanos no Uruguai.

Vilaró recebeu reconhecimento internacional por meio de várias premiações e um de seus principais murais, “Raíces de la Paz” (Raízes da Paz), considerada a maior pintura subterrânea do mundo, encontra-se na sede da Organização dos Estados Americanos em Washington.

Entre as suas obras, estão grandes pinturas encontradas em hospitais no Chile e Argentina, assim como nos aeroportos do Panamá e Haiti.

A Casapueblo em 2009 (Foto: Miguel Rojo/AFP)

A Casapueblo em 2009 (Foto: Miguel Rojo/AFP)

Foto de 15 de novembro de 2006 mostra visão parcial da Casapueblo, em Punta Ballena, no Uruguai, onde vivia o artista Carlos Paez Vilaró (Foto: Matilde Campodonico/AP)

 Foto de 15 de novembro de 2006 mostra visão parcial da Casapueblo, em Punta Ballena, no Uruguai, onde vivia o artista Carlos Paez Vilaró (Foto: Matilde Campodonico/AP)

O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró recebe homenagem de Hyara Rodriguez, prefeita de Montevidéu, em abril de 2010 (Foto: AFP PHOTO/Pablo PORCIUNCULA )

 O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró recebe homenagem de Hyara Rodriguez, prefeita de Montevidéu, em abril de 2010 (Foto: AFP PHOTO/Pablo PORCIUNCULA )
O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró participa de carnaval em Montevidéu em fevereiro de 2011 (Foto: AFP PHOTO/Pablo PORCIUNCULA)
O artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró participa de carnaval em Montevidéu em fevereiro de 2011 (Foto: AFP PHOTO/Pablo PORCIUNCULA)
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