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Eu, Hilton, Olívio Dutra e sua esposa Judite Dutra, uma foto da qual me orgulho muito, com um político íntegro e fundador do PT, na Feira do Livro de 2013, em Porto Alegre, RS, clicados por Adriane Feijó Rodolpho, minha querida colega e amiga.

Olívio Dutra foi Prefeito de Porto Alegre, Governador do Estado do Rio Grande do Sul e Ministro das Cidades.

Uma pequena biografia:

Fonte Wikipedia

Olívio de Oliveira Dutra (Bossoroca10 de junho de 1941) é um sindicalista e político brasileiro, com base política no Rio Grande do Sul, tendo sido prefeito de Porto Alegregovernador do Estado do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades.

Formado em Letras, Olívio foi um funcionário concursado do Banrisul, banco estatal gaúcho, a partir de 1961. Nesta condição, começa a militar no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, e chega à presidência da entidade em 1975. Comandou a greve geral do funcionalismo público de setembro de 1979, motivo pelo qual foi preso pelo regime militar e perdeu seu mandato sindical.

No contexto da redemocratização brasileira, participa da fundação da seção gaúcha do Partido dos Trabalhadores, da qual foi presidente de 1980 a 1986. Em 1982, na primeira eleição direta para governador de estado em vinte anos, é lançado candidato pelo PT, ficando em último lugar, com 50.713 votos.

Em 1986, é eleito deputado federal constituinte com 55 mil votos, e, enquanto morou em Brasília, dividiu um apartamento funcional com Luiz Inácio Lula da Silva, também deputado, liderança nacional do PT e futuro presidente.

Em 1988, contrariando todas as pesquisas, vence as eleições para a Prefeitura de Porto Alegre com 34% dos votos, derrotando o candidato favorito, o deputado federal Antônio Britto, que acabou em terceiro lugar sendo passado pelo deputado federal Carlos Araújo do PDT do então prefeito e futuro governador Alceu Collares. Seria o primeiro mandato do PT na capital gaúcha, de um total de quatro, totalizando 16 anos de administração petista. Porto Alegre se tornou a vitrine do PT no Brasil, com uma política fortemente popular e iniciativas como o orçamento participativo. Medida controversa do governo Olívio foi a intervenção no sistema de transportes público, que gerou atritos com as empresas concessionárias e gerou prejuízos à prefeitura, que foi obrigada a indenizar essas empresas.

Em 1994 candidata-se pela segunda vez ao governo do estado, conseguindo 35% dos votos no primeiro turno e 47,79% dos votos no segundo turno, sendo derrotado por Antônio Britto, que obteve 52,21% dos votos. Em 1998, Britto tenta a reeleição e enfrenta Olívio nas urnas pela terceira vez. Numa eleição em que o PT atacou as políticas de Britto, como a privatização da CEEE e daCRT, Olívio sagrou-se vencedor, conquistando 50,9% dos votos no segundo turno, com uma vantagem de 97 mil votos sobre Britto.

Seu governo, de 1999 a 2003, foi marcado pela suspensão do acordo realizado pelo governo anterior referente à instalação de duas montadoras no RS. Tal acordo implicava elevadas isenções fiscais e empréstimos com juros abaixo de mercado, para financiar a instalação das fábricas da GM e da Ford no Estado. A renegociação do acordo proposta pelo governo de Olívio foi aceita apenas pela GM. Outros destaques foram a criação da UERGS, adoção do Orçamento Participativo no âmbito estadual, e os programa Primeiro Emprego, Agroindústria Familiar, Família Cidadã, Rede de Cooperação e Energia para Todos. Sofrendo críticas da principal empresa de comunicações do estado, a RBS, retransmissora da TV Globo e dona do jornal Zero Hora; e sem maioria na Assembléia Legislativa, sofreu derrotas como a não aprovação do aumento do ICMS. Outro fator de desgaste foram denúncias de um esquema de desvio de verbas envolvendo o Jogo do Bicho e o PT.

Em 2002, ano de eleições, Olívio teve negada a tentativa de reeleição nas prévias do partido, que escolheu como candidato Tarso Genro, então prefeito de Porto Alegre. Genro seria derrotado nas urnas por Germano Rigotto, do PMDB.

Em 2003, com a posse de Lula como presidente, Olívio Dutra é empossado no recém-criado Ministério das Cidades. Ficaria no cargo por dois anos, até ser substituído por Márcio Fortes, do PP, numa negociação do governo com o então presidente da Câmara Severino Cavalcanti.

Nas eleições de 2006, Olívio foi o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul pela quarta vez, quando foi derrotado pela deputada federal Yeda Crusius do PSDB no segundo turno, tendo conquistado 46,1% dos votos no segundo turno contra 27,5 % no primeiro turno. Encontra-se atualmente sem cargo público, e presidindo o diretório gaúcho do PT.

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