Crimes reais fascinam leitores e abastecem livrarias

FONTE DIVIRTA-SE UAI

http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2014/03/10/noticia_arte_e_livros,152348/crimes-reais-fascinam-leitores-e-abastecem-livrarias.shtml

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Crimes reais fascinam leitores e abastecem livrarias

Grandes roubos, golpes, fraudes e assassinatos são explorados em livros que enfocam a vida de criminosos

 
Fellipe Torres – Diário de PernambucoPublicação:10/03/2014 09:37
 
 
 
Ilana Casoy se especializou na área criminal

De vez em quando a gente torce pelo bandido do filme, mesmo. “Isso, cuidado ali atrás, atira no guarda! Rouba logo esse banco, cara, corre daí, lá vem a polícia, deixa de ser burro!”. Mas, se em alguns casos vemos nos foras-da-lei a personificação moderna do Robin Hood, em outros, ficamos chocados pela barbárie, pelo sangue frio, pela maldade. O interesse pelo errado vai além da ficção. É quando os vilões da vida real suscitam em nós curiosidade maior do que gostaríamos de admitir. Buscamos as minúcias biográficas, os crimes, as manias dos contraventores.

Um caso criminal que se destaca é a autobiografia do corretor Jordan Belfort, ‘O Lobo de Wall Street’ (de Jordan Belfort, 504 páginas, R$ 49,90), entre os dez mais vendidos segundo do país na categoria não-ficção e cuja adaptação para o cinema disputou o Oscar. O filme conta como o especulador financeiro “ganhou a vida” em meio a escândalos e  fraudes, além de ter usufruido de uma rotina à base de drogas, álcool e sexo indiscriminado. A editora Planeta reedita o livro de 2008 e lança a continuação da história, ‘A caçada ao Lobo de Wall Street’ (464 páginas, R$ 54,90).

Na sétima arte, no videogame violento ou na fila do pão, “o mal está em todos nós”, sentencia o psicólogo norte-americano Philip Zimbardo, professor da Universidade de Stanford e autor do livro ‘O efeito Lúcifer: Como pessoas boas se tornam más’ (Record, 760 páginas, R$ 88). Na interpretação do psiquiatra forense Feliciano Abdon, esse “mal” pode ser traduzido como “o conjunto de todos os nossos sentimentos de curiosidade, de inveja, de gostar ou sentir prazer em coisas impactantes”.

Interpretar as consequências desse interesse se tornou a missão de vida da pesquisadora paulistana Ilana Casoy, escritora na área de violência e criminalidade. Ela acompanhou de perto casos emblemáticos, como o assassinato dos pais pela jovem Suzana von Richtofen e o homicídio da criança Isabela Nardoni. “Meu diferencial é não estar ligada a nenhuma instituição. Não sou polícia, advogada ou psiquiatra”, resume Casoy.
Com a linguagem do público, ela apresenta informações inéditas. “Não há ficção, porque tudo o que eu escrevo consta nos processos ou é fruto de minha participação direta. Isso ser um filão de mercado é consequência e não um projeto. Eu, por exemplo, já gostava do assunto, pesquisava bastante”. Para o psiquiatra Othon Bastos, a internet aproximou muito o público dos problemas da existência de uma maneira geral, e a doença mental é um fato intrigante em si. “Nada mais natural, portanto, que o cidadão comum se interesse por esses desvios, pela doença mental, que é a doença humana por excelência”, assevera.

Na literatura brasileira, a criminalidade é um mote recorrente. Mas o caminho nem sempre agrada quem vive de reconstituir trajetórias alheias. O crítico literário carioca José Castello, autor de livros sobre Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto e Rubem Braga, diz que jamais aceitaria a tarefa. Para ele, os cuidados precisariam ser redobrados, pois seria grande a possibilidade de o criminoso continuar usando máscaras.

“Corre o risco de você terminar biografando o personagem deles ao invés da pessoa. É um terreno pantanoso, para o qual me sinto despreparado”. Diante de clássicos como ‘A sangue frio’, de Truman Capote, Castello reforça que o autor precisou se envolver com o personagem. “São pessoas sedutoras, de personalidade duvidosas. Elas vão aceitar participar de um processo desses, e a questão da sedução vai se exarcebar mais ainda. O risco de você cair na armadilha é grande”.

O perigo é descrito no livro ‘O jornalista e o assassino’, de Janet Malcom, sobre o relacionamento entre um acusado de assassinar a família e um biógrafo. O criminoso processa o escritor – com quem manteve uma relação de amizade em troca de dividir a intimidade e os bastidores do julgamento pelo qual fora inocentado. Motivo: a versão publicada (na obra ‘Fatal vision’) difere da previamente acordada entre ambos – da qual dividiriam até os lucros. “Se [o interlocutor] é assassino ou corrupto, vai fazer o máximo para desmentir a imagem. Está no direito dele. Mas isso só deixa o terreno mais pantanoso”, conclui José Castello.

ENTREVISTA >>> Psiquiatra Othon Bastos

Como enxerga o fascínio do público leitor pelas biografias e os atos criminosos cometidos por transgressores da lei?

O interesse por essas figuras sempre existiu. Entre elas, há aquelas pessoas que adoeceram mentalmente (tiveram depressão, exaltações, delírios…) e aquelas que têm um modo de estar no mundo bastante específico (traços de personalidade que podem ser genéticos ou não). A história mostra que entre esses transgressores há muitos casos de transtornos de personalidades, de personalidade amoral (ou borderline, como a psiquiatria chama). São pessoas sem censura ética, que se comprazem em aplicar sofrimento aos outros, como é o caso dos torturadores.

Como separar, então, psicopatas, sociopatas, e bandidos sem transtornos mentais?
Psicopatia não é, a rigor, uma doença. É uma má formação ou má estruturação da personalidade. No caso do sociopata, ele não tem o que chamamos de superego, a censura individual. Em um país miserável como o nosso, os atos daqueles que roubam por necessidade são muito diferentes do que faz um black bloc que destrói lojas ou fere pessoas.
Esse último pode se encaixar dentro do conceito de sociopatia, que gera a conduta anti-social. Essas ações podem até ter justificativas políticas e sociais, mas não deixam de ser crimes contra a sociedade. É preciso entender que todos os animais são violentos, inclusive os homens. Tornar-se violento é apenas usar a força psíquica ou física sobre algo ou alguém. Uma diferença entre o animal e o homem é que o animal não mata por prazer. Já o homem, por exemplo, pratica a caça, que é o prazer de destruir. Ele é agressivo por definição, é territorial, é competitivo.

Na visão do senhor, o interesse pelos criminosos e por seus atos ilegais tem aumentado?
Sim. A internet aproximou muito o público dos problemas da existência de uma maneira geral, e a doença mental é um fato intrigante em si. Nada mais natural, portanto, que o cidadão comum se interesse por esses desvios, pela doença mental, que é a doença humana por excelência.
Isso não significa, obviamente, que todo criminoso violento seja esquizofrênico ou possua doença mental grave. Mas quase sempre há algum transtorno de personalidade.

Consumir esse tipo de história, seja em livro, filme ou jornal, pode ser considerada atividade saudável?
Há uma promoção do crime por parte da mídia que, a meu ver, é muito negativa. Na minha televisão não sintonizo nenhum Datena ou coisa que o valha. Acredito que deve ser evitado um exagero em relação ao espaço dedicado a divulgar homicídios e suicídios. Uma das regras da saúde mental é evitar publicidade de suicídio de pessoas. Há uma banalização disso tudo.

PRATELEIRA DO CRIME
Seção

FRAUDES, GOLPES E ESTELIONATO
‘Vips – Histórias reais de um mentiroso’, de Mariana Caltabiano (Jaboticaba, 192 páginas, R$ 44,50)
A história do vigarista e mentiroso compulsivo Marcelo Nascimento da Rocha. Ele enganou jornais, revistas e programas de TV fingindo ser quem não era. Virou filme.

‘Al Capone e gangue’, de Alan MacDonald (Companhia das Letras, 192 págs., R$ 31,50)
Debruça-se sobre hábitos e mitificação do bandido, um homem mau, feio, rico, corrupto, poderoso e desumano, que andava com metralhadora debaixo do braço.

‘Meu nome não é Johnny’ (Record, 336 páginas, R$ 44,90), de Guilherme Fiúza
Narra como o playboy João Guilherme Estrella se tornou personagem graúdo da vida bandida carioca. Envolveu-se com drogas e entrou no mundo do dinheiro fácil.

ROUBOS E FURTOS

‘Bling ring – A gangue de Hollywood’ (Intrínseca, 272 páginas, R$ 24,90), de Nancy Jo Sales
Como um grupo de jovens ricos passaram a roubar e ostentar pertences de estrelas de Hollywood. Autora entrevistou envolvidos, advogados e as vítimas.

‘Bonnie e Clyde – A vida por trás da lenda’ (Larousse, 432 páginas, R$ 69,90), de Paul Schneider
Casal virou os EUA de cabeça para baixo nos anos 1930, criou a noção de “bandido celebridade” e ainda inventou mitologia explorada tanto pela ficção.

‘Inimigos públicos’ (Globo Livros, 520 páginas, R$ 49,90), de Bryan Burroug
Narra a ascensão e a queda de seis lendárias facções criminosas dos anos 1930 nos EUA – as de John Dillinger, Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd, entre outros.

ASSASSINATOS

‘Richthofen – O assassinato dos pais de Suzane’, de Roger Franchini (Planeta, 129 páginas, R$ 19,90)
O caso da estudante de direito mandante do assassinato dos próprios pais, mortos a pauladas pelos namorado e cunhado. Informações novas são trazidas à tona.

‘A prova e a testemunha’, de Ilana Casoy (Larousse Brasil, 240 páginas, R$ 29,90)
Trata do caso Isabella Nardoni, garota de 5 anos atirada por pai e madrasta do sexto andar de edifício em São Paulo. Autora acompanhou o inquérito por dois anos.

‘O nome da morte” (Planeta, 245 páginas, R$ 39,90), de Kléster Cavalcanti
Autor pernambucano conta a história de Júlio Santana, matador profissional. Em 35 anos de “ofício”, ele teria matado quase 500 pessoas – tudo contabilizado em caderno.

 

18 coisas que las personas altamente creativas no hacen igual que el resto

FONTE THE HUFFINGTON POST

http://www.huffingtonpost.es/2014/03/07/18-cosas-que-las-personas_n_4918760.html

18 cosas que las personas altamente creativas no hacen igual que el resto

THE HUFFINGTON POST  |  Por Publicado: 07/03/2014 16:27 CET  |  Actualizado: 07/03/2014 16:30 CET

 
Creativity
 

La creatividad funciona de una forma misteriosa y a menudo paradójica. El pensamiento creativo es una característica estable, que define algunas personalidades, pero que también puede cambiar dependiendo de la situación y del contexto. A veces, la inspiración y las ideas vienen sin más, y luego, cuando más las necesitamos, no aparecen; el pensamiento creativo requiere un conocimiento complejo, si bien es completamente independiente del proceso de pensamiento.

La neurociencia ofrece una imagen muy compleja de la creatividad. Según plantean los científicos, la creatividad no es tan simple como la división entre las regiones derecha e izquierda del cerebro (la teoría dice que el hemisferio cerebral izquierdo es racional y analítico, mientras que el derecho es creativo y emocional). De hecho, se piensa que la creatividad implica numerosos procesos cognitivos, vías neuronales y emociones; aún no disponemos de una panorámica completa que explique cómo funciona una mente imaginativa.

Psicológicamente hablando, los tipos de personalidad creativa son difíciles de determinar, sobre todo porque son complejos, paradójicos y tienden a evitar el hábito o la rutina. No se trata de generalizar el estereotipo del “artista torturado”, pero sí es verdad que los artistas suelen tener una personalidad compleja. Las investigacionessugieren que la creatividad implica la unión de una multitud de rasgos, comportamientos e influencias sociales en una misma persona.

“Es cierto que a la gente creativa le resulta difícil conocerse a sí misma, puesto que el yo creativo es más complejo que el yo no creativo”, informa Scott Barry Kaufman, psicólogo de la Universidad de Nueva York que ha pasado varios años investigando sobre la creatividad. “Las cosas que sobresalen más son las paradojas del yo creativo… Las personas con mucha imaginación tienen una mente más caótica”.

Aunque no existe la definición exacta de la “típica” persona creativa, hay algunos rasgos y actitudes que caracterizan a las personas altamente creativas.

Estas son 18 cosas que las diferencian del resto.

Sueñan despiertos

daydreaming child

A pesar de lo que sus profesores les dijeran, las personas creativas saben que soñar despiertos no es, en absoluto, una pérdida de tiempo.

Según Scott Barry Kaufman y la psicóloga Rebecca L. Mcmillan, ambos autores del artículo Ode To Positive Constructive Daydreaming [Oda a lo positivo y constructivo de soñar despierto], dejar que la mente merodee libremente puede contribuir al proceso de “incubación creativa”. Por supuesto, muchos de nosotros sabemos por experiencia que las mejores ideas se nos ocurren de repente, cuando tenemos la mente en las nubes.

Aunque nos puede parecer que soñar despierto es una actividad sin sentido, un estudio de 2012 sugiere que, en realidad, dicho proceso va ligado a un estado cerebral muy dinámico y exigente, pues conlleva conexiones y percepciones en relación con nuestra habilidad para captar la información frente a las distracciones. También se ha descubierto que soñar despierto activa los mismos procesos cerebrales que se asocian a la imaginación y la creatividad.

Lo observan todo

Las personas creativas se comen el mundo; ven posibilidades en cualquier lugar y están constantemente recopilando información que pueda servir para la expresión creativa. Como solía decir Henry James, “nada se pierde” en la mente de un escritor.

La escritora Joan Didion siempre llevaba encima un cuaderno en el que anotaba cualquier observación sobre la gente y los acontecimientos con el fin de entender mejor las complejidades y contradicciones de su propia mente:
“Por muy diligentemente que anotemos lo que vemos a nuestro alrededor, el común denominador de todo lo que vemos es siempre, de forma transparente y desvergonzada, el implacable ‘yo'”, escribió Didion en su ensayo “Sobre tener un cuaderno de notas”. “Estamos hablando de algo privado, de fragmentos de la cadena mental que son demasiado cortos para usarlos, de un ensamblaje indiscriminado y errático que solo reviste significado para quien lo lleva a cabo”.

Elaboran sus propios horarios de trabajo a su medida

Muchos grandes artistas afirman que cuando mejor hacen su trabajo es o por la mañana temprano o a altas horas de la noche. Vladimir Nabokov empezaba a escribir inmediatamente después de levantarse, a las 6 o a las 7 de la mañana; Frank Lloyd Wright decía que se había acostumbrado a levantarse a las 3 o a las 4 de la mañana, ponerse a trabajar durante unas horas, y luego volverse a acostar. Independientemente de cuál sea su horario, los individuos altamente creativos suelen saber en qué momento del día su mente está más activa, y en función de esto, organizan sus días.

Se reservan unos momentos de soledad

solitude

“Para estar más abiertos a la creatividad, tenemos que ser capaces de usar nuestra soledad de forma constructiva. Debemos superar el miedo a estar solos”, escribió el psicólogo existencialista estadounidense Rollo May.

Con frecuencia, se describe a los artistas como personas solitarias. Aunque no siempre se cumple, la soledad puede ser una de las claves para llevar a cabo obras maestras. Para Kaufman, podemos volver a relacionar esta idea con el hecho de soñar despiertos; tenemos que concedernos momentos de soledad y, simplemente, dejar volar nuestras mentes.

“Tienes que contactar con tu yo interior para poder expresar tus pensamientos más internos”, explica. “Es difícil encontrar esa voz creativa si no mantienes ningún contacto con tu interior ni reflexionas sobre ti mismo”.

Saben aprovechar los problemas que les plantea la vida

Muchas de las historias míticas y de las canciones de todas las épocas han sido inspiradas por un drama o por un desamor; lo bueno de estos retos es que al final han servido como catalizador para crear arte. Los investigadores que estudian el crecimiento post-traumático, un ámbito de la psicología en auge, sostienen que mucha gente es capaz de emplear las dificultades y los traumas que sufrieron de pequeños para aumentar sustancialmente su creatividad. En concreto, se ha descubierto que los traumas pueden contribuir a que la gente desarrolle las áreas encargadas de las relaciones interpersonales, de la espiritualidad, el aprecio por la vida, la fuerza personal y, lo que es más importante para la creatividad, la capacidad de exprimir al máximo las posibilidades que te ofrece la vida.

“Mucha gente es capaz de utilizar esto como la gasolina que necesitan para descubrir una perspectiva diferente de la realidad”, afirma Kaufman. “En algún momento de su vida, se ha desmontado la visión que tenían del mundo como un lugar seguro […], haciéndoles salir a la periferia a ver las cosas de una forma diferente, renovada; es esto lo que conduce a la creatividad”.

Buscan nuevas experiencias

solo traveler

A la gente creativa le encanta lanzarse a probar nuevas experiencias, sensaciones y estados mentales. Esta apertura y amplitud de miras suele activar de manera significativa la creatividad.

“Estar abierto a nuevas experiencias te lleva, la mayoría de las veces, a obtener logros creativos”, asegura Kaufman. “Esta idea presenta muchas facetas diferentes, pero todas relacionadas entre sí: la curiosidad intelectual, la búsqueda de sensaciones, el no tener miedo a mostrar tus emociones ni tu fantasía. Lo que une a todas estas características es el camino hacia la exploración cognitiva y conductual del mundo, tanto interno como externo”.

Se caen y vuelven a levantarse

resilience

La resiliencia prácticamente es un prerrequisito para el éxito creativo, afirma Kaufman. El trabajo creativo a menudo se describe como un proceso de fallos repetidos hasta acabar encontrando algo que encaja y que funciona. Las personas creativas, al menos las que tienen éxito, aprenden a no tomarse demasiado a pecho los errores.

“La gente creativa fracasa, y los que son buenos de verdad fracasan más de una vez”,escribió Steven Kotler, colaborador de Forbes, en una pieza sobre el genio creativo de Einstein.

Plantean grandes preguntas

La gente creativa es insaciablemente curiosa; normalmente, optan por cuestionar cualquier aspecto de la vida, e incluso cuando envejecen mantienen su sentido de la curiosidad. Ya sea mediante una conversación intensa o mediante una reflexión en solitario, las personas creativas observan el mundo a su alrededor y quieren saber por qué, y cómo, funcionan las cosas.

Observan a las personas

people watching

Son observadores por naturaleza y tienen curiosidad por la vida de los demás; a las personas creativas les suele gustar observar a la gente, y a menudo extraen algunas de sus mejores ideas de ahí.

“[Marcel] Proust pasó la mayor parte de su vida observando a la gente, anotó sus observaciones, y las reflejó en sus libros”, explica Kaufman. “Para muchos escritores, observar la vida de la gente es muy importante… Son buenos observadores de la naturaleza humana”.

Se arriesgan

Una parte del trabajo creativo implica correr riesgos; muchas personas creativas disfrutan del riesgo en diversos aspectos de su vida.

“Existe una conexión profunda y significativa entre el riesgo y la creatividad, aunque a menudo se pase por alto”, escribió Steven Kotler en Forbes. “La creatividad es el acto de fabricar algo de la nada. Requiere hacer públicas las apuestas mejor posicionadas en tu imaginación. No es un trabajo para los tímidos. Perder el tiempo, empañar tu reputación y no gastar demasiado bien el dinero son algunas de las consecuencias negativas que puede tener la creatividad”.

Consideran que todo en la vida es una oportunidad para la expresión propia

self expression

Nietzsche creía que la vida y el mundo deberían considerarse obras de arte. Las personas creativas tienden a ver el mundo de esta manera, y a buscar constantemente cualquier oportunidad de autoexpresión en la vida diaria.

“La expresión creativa es la expresión de uno mismo”, afirma Kaufman. “La creatividad no es otra cosa que la expresión individual de tus necesidades, de tus deseos y de tu naturaleza única”.

Siguen sus pasiones verdaderas

La gente creativa suele tener una motivación intrínseca; esto es, una persona creativa está motivada a actuar desde sus más internos deseos, en lugar de buscar el reconocimiento o las recompensas externas. Muchos psicólogos han demostrado que la gente creativa obtiene su energía de las actividades que le plantean desafíos, lo cual es una muestra de la motivación interna. Las investigaciones sugieren que solo con pensar en los motivos intrínsecos que te mueven a hacer algo se puede activar la creatividad.

“Los mejores creadores deciden implicarse con pasión en cuestiones complejas y arriesgadas que les proporcionan un importante sentido del poder por la capacidad de utilizar su talento”, escriben M.A. Collins y T.M. Amabile en The Handbook of Creativity.

Salen de sus propias mentes

creative writing

Kaufman señala que otro objetivo de soñar despierto es ayudarnos a salir de nuestra perspectiva limitada y explorar otras formas de pensamiento, que pueden ser una baza importante para el trabajo creativo.

“Soñar despierto nos permite evadirnos del presente”, explica Kaufman. “La misma red cerebral asociada con la imaginación está vinculada a la teoría de la mente; esta nos permite imaginar lo que está pensando alguien o fantasear sobre cómo será nuestro “yo” futuro”.

Otras investigaciones también señalan que inducir la “distancia psicológica” (es decir, pensar desde la perspectiva de otra persona o reflexionar sobre una cuestión como si fuera irreal o desconocida) puede activar el pensamiento creativo.

Pierden la noción del tiempo

Las personas creativas pueden pensar que cuando están escribiendo, bailando, pintando o expresándose, entran “en la zona”, lo que se conoce como estado de flujo, que puede ayudarlos a crear a su máximo nivel de expresión. Dicho flujo es un estado mental en que un individuo va más allá de su pensamiento consciente para alcanzar un estado superior de concentración y calma sin esfuerzo. Cuando alguien alcanza este estado es prácticamente inmune a cualquier presión o distracción, sea interna o externa, que pueda entorpecer su actividad.

Entras en esa zona cuando realizas una actividad con la que disfrutas y que se te da bien, pero que a la vez te plantea retos; es lo que define a un buen proyecto creativo.

“[Las personas creativas] han descubierto su pasión, pero también han desarrollado su capacidad para entrar en el estado de flujo”, asegura Kaufman. “Este estado mental requiere una conexión entre tus habilidades y la tarea que has emprendido”.

Se rodean de belleza

Las personas creativas suelen tener un gusto excelente y, por ello, disfrutan de la belleza y se rodean de ella.

Un estudio publicado recientemente en la revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts reveló que los músicos (incluidos los miembros de una orquesta, los maestros de música y los solistas) muestran una alta sensibilidad e inclinación hacia la belleza artística.

Saben unir los puntos

doodle

Si hay algo que distinga a las personas altamente creativas del resto es la capacidad de ver oportunidades donde otros no las ven. Muchos artistas y escritores importantes han afirmado que la creatividad se basa en la capacidad de unir los puntos, algo que los demás probablemente nunca se habían planteado.

En palabras de Steve Jobs: “La creatividad simplemente consiste en conectar las cosas. Cuando le preguntas a las personas creativas cómo han hecho algo, se sienten un poco culpables porque en realidad no han creado nada, sino que se han limitado a ver algo. Tras un tiempo, les resulta obvio, pues han sido capaces de conectar las experiencias que habían tenido y de sintetizar cosas nuevas”.

Les gustan los cambios radicales

La diversidad de experiencias es crucial para la creatividad, afirma Kaufman. A las personas creativas les encanta alterar las cosas, tener nuevas experiencias y evitar que su vida se convierta en algo monótono y mundano.

“La gente creativa tiene experiencias más diversas; la rutina es lo que mata esta diversidad de experiencias”, explica Kaufman.

Encuentran tiempo para la meditación

Las personas creativas entienden el valor de la concentración mental, pues su trabajo depende de ella. Muchos artistas, emprendedores, escritores y otros trabajadores creativos, como David Lynch, consideran la meditación como una herramienta para conectar con su estado mental más creativo.

La ciencia respalda la idea de que la meditación realmente puede activar el poder de la mente de muchas formas. Un estudio realizado en 2012 por un equipo holandés señala que algunas técnicas de meditación promueven el pensamiento creativo. Las prácticas de meditación pueden ir ligadas a una mejora de la memoria y de la concentración, a un mayor bienestar emocional, a una disminución del estrés y de laansiedad, y a una mayor claridad mental; todo esto puede fomentar la capacidad de pensamiento creativo.

Traducción de Marina Velasco Serrano

Cerveja: o transgênico que você bebe

FONTE CARTA CAPITAL

http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/cerveja-o-transgenico-que-voce-bebe-300.html

Cerveja: o transgênico que você bebe

Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e levam à ingestão inconsciente de OGMs
por Flavio Siqueira Júnior e Ana Paula Bortoletto — publicado 01/03/2014 12:06
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[Este é o blog do site Outras Palavras em CartaCapital. Aqui você vê o site completo]

Por Flavio Siqueira Júnior* e Ana Paula Bortoletto*

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por MonsantoSyngentaBasfBayerDow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Tudo bem, mas e daí?

E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?

Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.

Dá um frio na barriga, não? Pois então tente questionar a Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”

Vai uma, bem gelada?


*Ana Paula Bortoletto é nutricionista e doutora em nutrição em saúde pública. Flavio Siqueira Júnior é advogado e ativista de direitos humanos.

Get Up Photo Persona 1

Eu, Hilton, Olívio Dutra e sua esposa Judite Dutra, uma foto da qual me orgulho muito, com um político íntegro e fundador do PT, na Feira do Livro de 2013, em Porto Alegre, RS, clicados por Adriane Feijó Rodolpho, minha querida colega e amiga.

Olívio Dutra foi Prefeito de Porto Alegre, Governador do Estado do Rio Grande do Sul e Ministro das Cidades.

Uma pequena biografia:

Fonte Wikipedia

Olívio de Oliveira Dutra (Bossoroca10 de junho de 1941) é um sindicalista e político brasileiro, com base política no Rio Grande do Sul, tendo sido prefeito de Porto Alegregovernador do Estado do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades.

Formado em Letras, Olívio foi um funcionário concursado do Banrisul, banco estatal gaúcho, a partir de 1961. Nesta condição, começa a militar no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, e chega à presidência da entidade em 1975. Comandou a greve geral do funcionalismo público de setembro de 1979, motivo pelo qual foi preso pelo regime militar e perdeu seu mandato sindical.

No contexto da redemocratização brasileira, participa da fundação da seção gaúcha do Partido dos Trabalhadores, da qual foi presidente de 1980 a 1986. Em 1982, na primeira eleição direta para governador de estado em vinte anos, é lançado candidato pelo PT, ficando em último lugar, com 50.713 votos.

Em 1986, é eleito deputado federal constituinte com 55 mil votos, e, enquanto morou em Brasília, dividiu um apartamento funcional com Luiz Inácio Lula da Silva, também deputado, liderança nacional do PT e futuro presidente.

Em 1988, contrariando todas as pesquisas, vence as eleições para a Prefeitura de Porto Alegre com 34% dos votos, derrotando o candidato favorito, o deputado federal Antônio Britto, que acabou em terceiro lugar sendo passado pelo deputado federal Carlos Araújo do PDT do então prefeito e futuro governador Alceu Collares. Seria o primeiro mandato do PT na capital gaúcha, de um total de quatro, totalizando 16 anos de administração petista. Porto Alegre se tornou a vitrine do PT no Brasil, com uma política fortemente popular e iniciativas como o orçamento participativo. Medida controversa do governo Olívio foi a intervenção no sistema de transportes público, que gerou atritos com as empresas concessionárias e gerou prejuízos à prefeitura, que foi obrigada a indenizar essas empresas.

Em 1994 candidata-se pela segunda vez ao governo do estado, conseguindo 35% dos votos no primeiro turno e 47,79% dos votos no segundo turno, sendo derrotado por Antônio Britto, que obteve 52,21% dos votos. Em 1998, Britto tenta a reeleição e enfrenta Olívio nas urnas pela terceira vez. Numa eleição em que o PT atacou as políticas de Britto, como a privatização da CEEE e daCRT, Olívio sagrou-se vencedor, conquistando 50,9% dos votos no segundo turno, com uma vantagem de 97 mil votos sobre Britto.

Seu governo, de 1999 a 2003, foi marcado pela suspensão do acordo realizado pelo governo anterior referente à instalação de duas montadoras no RS. Tal acordo implicava elevadas isenções fiscais e empréstimos com juros abaixo de mercado, para financiar a instalação das fábricas da GM e da Ford no Estado. A renegociação do acordo proposta pelo governo de Olívio foi aceita apenas pela GM. Outros destaques foram a criação da UERGS, adoção do Orçamento Participativo no âmbito estadual, e os programa Primeiro Emprego, Agroindústria Familiar, Família Cidadã, Rede de Cooperação e Energia para Todos. Sofrendo críticas da principal empresa de comunicações do estado, a RBS, retransmissora da TV Globo e dona do jornal Zero Hora; e sem maioria na Assembléia Legislativa, sofreu derrotas como a não aprovação do aumento do ICMS. Outro fator de desgaste foram denúncias de um esquema de desvio de verbas envolvendo o Jogo do Bicho e o PT.

Em 2002, ano de eleições, Olívio teve negada a tentativa de reeleição nas prévias do partido, que escolheu como candidato Tarso Genro, então prefeito de Porto Alegre. Genro seria derrotado nas urnas por Germano Rigotto, do PMDB.

Em 2003, com a posse de Lula como presidente, Olívio Dutra é empossado no recém-criado Ministério das Cidades. Ficaria no cargo por dois anos, até ser substituído por Márcio Fortes, do PP, numa negociação do governo com o então presidente da Câmara Severino Cavalcanti.

Nas eleições de 2006, Olívio foi o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul pela quarta vez, quando foi derrotado pela deputada federal Yeda Crusius do PSDB no segundo turno, tendo conquistado 46,1% dos votos no segundo turno contra 27,5 % no primeiro turno. Encontra-se atualmente sem cargo público, e presidindo o diretório gaúcho do PT.